Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Nada sei.
Ah, como é doce a loucura de não saber viver. Vivo mesmo porque nada sei, se soubesse mesmo não teria graça. Sinto em mim o sabor da criação. Vem de dentro pra fora, como a vida que carrego comigo. Vejo na criação vida além da vida. Vivo mesmo porque crio. Crio a mim, crio o ar que me cerca, crio o mundo e com ele meus maiores medos. Crio o fraco e o temeroso, crio o forte e o sábio, crio a linha do horizonte, crio a minha criação. Quando penso é que vivo. Penso antes mesmo de viver. Pensar é minha luta diária. Se penso em mim perco o foco e a essência. Penso no inimaginável, só assim alcanço o poder da criação.
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