domingo, 31 de julho de 2011

Refúgio.


É bom ter acesso ao meu interior num lugar como esse. Silêncio profundo, um sol nascente por trás dos edifícios, verde, muito verde, árvores, pássaros, frio... Uma composição perfeita, pra colocar a cabeça no lugar, sem medo de curtir o momento. Pelo reflexo do espelho vejo nitidamente meus olhos abatidos, noite passada chorei. Mas enxergo também a tamanha paz interior que sinto agora, está um aparente clima de harmonia dentro daqueles olhos verdes iluminados pelo leve amarelo do sol. Fotografei. Tudo me parecia inspirador demais pra ser deixado pra trás assim. Pretendo me refugiar neste mesmo lugar sempre que precisar me encontrar com o meu eu. Em manhãs lindas como essa, o melhor a se fazer é me encostar e observar o mundo à minha volta, e ter um encontro comigo mesma.

O sol ainda brilha.


O sol ainda brilha lá fora, ainda existe um sorriso no rosto das pessoas, o sangue nas minhas veias ainda corre, e aqui eu ainda permaneço, dia após dia, levando várias rasteiras, aprendendo com cada uma delas. A vida nada mais é que um aprendizado, cada erro é uma lição, cada detalhe é o diferencial. Segurando cada lágrima eu ainda vivo, me alimentando de lembranças, imaginando o futuro. Me entristeço, mas continuo aqui, e ao olhar a vida lá fora ainda permanece um fio de esperança, esperança de viver, esperança de sorrir sinceramente, esperança de dizer: -Hey, eu ainda estou aqui!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Libertar.

Me sinto como se estivesse presa numa pequena caixa de vidro, meus movimentos e atitudes são limitados, vejo a vida passar lá fora sem saber o que fazer pra me libertar, sem saber em que momento alguma coisa pode mudar. Trago comigo apenas pensamentos insanos e vontades inconsequentes, e no peito um entrave. Na minha solidão deploro, envolvida por desejos desconhecidos, por necessidades até então estranhas, uma vontade de expansão de si. Um facínio por buscar o limite me encanta, talvez pela certeza de libertação, ou pela necessidade de uma forte adrenalina. Quero fugir daqui, quero me sentir mais leve, mas não sei como e nem por  onde começar.

Utopia.

Cabeça a mil. Pensamentos e vontades insanas, como se isso pudesse resolver alguma coisa. Queria fechar os olhos num lugar distante, congelar o tempo por alguns minutos, e viver ali um pouco da minha utopia, tentar esquecer por um tempo tudo o que me aflinge, como se todo aquele momento pudesse permanecer ali, pra quando eu precisasse. Em busca do meu ponto de paz, e vou encontrar, é!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Frio consolador.

O frio destas tristes manhãs de inverno me consola, me faz sentir mais viva, mas é um paradoxo, ele também traz sufocantes lembranças à minha mente, e me mostra o cenário de onde muitas vezes me afoguei em lágrimas. Eu queria lutar contra todos os demônios que me assombram, queria expulsar todos eles daqui, mas não consigo me levantar, a cada passo que dou avisto apenas mais e mais escuridão, me sinto mais distante da realização, me sinto cada vez mais só.

domingo, 24 de julho de 2011

Perdida, sozinha e desgovernada.

Não sei direito o que aconteceu. Me vejo só, trancada num quarto escuro, na esperança de que um alguém apareça me trazendo socorro. Sim, eu assumo: estou distante. Me tornei uma pessoa extremamente fria, que tem medo de se aproximar de quem quer que seja, que perdeu a confiança que tinha em muita gente que sem perceber afastou quem queria estar ao teu lado. Não me dei conta de nada, me perdi, desvalorizei tudo o que um dia eu tive, deixei que a dor me governasse. Um dos maiores erros talvez, diante de uma perda me deixei perder todo o resto, sem me importar com mais nada. E onde estou hoje? Perdida, sozinha e desgovernada.

Reality.

Ando com os sentimentos totalmente expostos no olhar. Qualquer palavra alheia me fere, atos então, formam cicatrizes incuráveis, que nunca me deixam escapar à lembrança e tal lembrança trás consigo lágrimas, que escorrem ardentemente pelo meu rosto, me arrancando a fantasia de um dia parecer forte.
Sombriamente eu caminhei, escondida num deserto de falsas ilusões. Por tantas vezes eu tentei sair daqui, juro, eu tentei, mas existe dentro de mim um entrave muito mais forte que eu, tamanha força que tornara  inúteis todas as vezes que eu gritava socorro, todas as vezes que eu corria, que eu segui algum tipo de luz que me levaria para fora. Eu tanto quis entender os fatos, eu tanto quis mentalmente reviver aqueles momentos de felicidade. Por muitas noites eu perdi o sono, ansiava tanto lhe encontrar em meu sonhos, que me encontrava sonhando acordada, e aqueles momentos me supriam como se fossem a realidade.
Oh cruel realidade, fugi de ti encontrando em outros lugares um refúgio, escapei da tua verdadeira face, lhe coloquei uma fantasia irreal, tentei lhe modificar, e me encontrei aos prantos ao perceber que foi tudo inutilmente.
Oh realidade sombria, desejo aprende a caminhar contigo, no vazio das noites, no vácuo deixado entre a razão e a emoção, desejo aceitá-la da maneira que tu és, pois tão forte é a brisa que me trás ensinamentos.
Oh tão má realidade, por onde caminho não há luz, avisto seres reais e irreais, indo e vindo como as nuvens da noite, deixando as ruas como num passe de mágica inabitadas, trazendo o lado sombrio da solidão.
Oh soberana realidade, não me castigues mais, minhas forças se foram junto ao vendaval, não me castigues mais, sinto medo de perder o que ainda me resta, não me castigues mais!

domingo, 17 de julho de 2011

Madness'


Dizem que sou louca, mas acho que não é bem assim. Sou apenas uma garota de fazes, com sua constante bipolaridade, momentos e atitudes inconsequentes, personalidade forte, vida própria. Acho que sou uma adolescente como qualquer outra, igual, mas completamente diferente, que luta pelo que quer sem medo, vive por si própria, e não tem nada de mais nisso. Nada teria graça se cada um tivesse que agir na sua mais perfeita consciência. A felicidade não exige lucidez,. E não é a lucidez que trará felicidade.

Perda de tempo.

Perdida dentro dessa organizada desarrumação. No meu leito tenho passado horas, no escuro, uma melodia tocando ao fundo, tento entender aonde eu me deixei. Procurando ser eu mesma, tentando encontrar a minha face, acho que estou perdendo tempo, vivendo uma vida que não foi a que eu planejei, me baseando em más lembranças e planejando um futuro que nem eu sei se é o que eu quero que seja.

Observando por vários aspectos, me vejo trancada na minha complexidade. Dispersa por muito tempo, no momento em que eu abri os olhos percebi o quanto tudo mudou, e percebi que não havia me dado conta de como tudo aconteceu.E hoje vejo que é necessário sair daqui, um calor de vinte e tantos graus lá fora, e eu aqui, uma manga longa escondendo as marcas passadas, um cobertor pesado me fazendo companhia, e depois de muitas, agora aquela música toca ao meu lado, isso tudo me refugia do mundo lá fora, me faz sentir melhor, mais perto talvez de quem - por debaixo dessa capa - eu realmente sou.

Incompreensível talvez, é melhor assim!

Dizem não me entender, dizem que eu mudei, dizem que ta tudo errado. Respondo talvez que foram as circunstâncias que me levaram a esse ponto, os tombos que me fizeram mudar, a vida que me ensinou que nada é fácil, as desilusões me incentivaram a não me iludir de novo.
         - E alguém ainda arrisca perguntar o por que de tanta coisa ter mudado?
 

As duas faces do que não devia ser revelado.

Na brisa do Rock and Roll eu reflito, penso em tudo o que já passou, vejo em cada cicatriz o que momentaneamente eu consegui esquecer, me lembro de tudo o que devia ter ficado pra trás, foi prazeroso quando elas surgiram, é aliviante sim, mas eu confesso que não vale a pena. É como um ciclo vicioso, a cada momento de angústia será a minha primeira opção, após me refugiar num canto meu, ouvir o som da minha própria consciência, vou me sentir a vontade com as minhas lágrimas, e é aí que tudo acontece, e a menos que eu me alivie o bastante - ou que alguém apareça e me impeça - não vou parar. Caminhar por alguns instantes com as mãos manchadas já é normal pra mim. Cicatrizes, recordações...         Só o que me resta!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cortes. Fumaça. Palavras.

Procurando uma saída, uma forma de me libertar, uma maneira de escapar e desvendar esse sentimento ambíguo, escapar dessa inquietação. A distância pode não ser a solução, ao mesmo tempo que desejo desesperadamente estar perto, vejo que talvez seria melhor se eu não tivesse me aproximado tanto. Tive dois caminhos - distintos - a seguir, ambos me fariam bem, ambos me acalmam, por ambos eu desejei, me deixei levar e chegou ao momento em que eu não tive escolha a não ser optar por algo Me sinto extremamente mal ao ver aquela expressão de tristeza, não gosto de presenciar isso, odeio saber que a culpa é minha. Eu preciso, eu quero, eu anseio uma saída.

  [cortes...                     [palavras escritas...
                   [fumaça...

Podem me aliviar momentaneamente, mas não me farão sentir melhor ao pensar em você!