E finalmente o vinho nos levou ao Nirvana! Os experientes e os novatos chegam ao mais alto nível. Cada qual brisando cada coisa, mas todos com o mesmo intuito, viajar na brisa ofegante que balança nossos cabelos!
É o mesmo vento que leva a maré de loucura e os pensamentos que vagam lentos num estado que talvez não entendemos.
Risos soltos, música e o barulho da sociedade que talvez um pouco nos assuste... Quando voltarmos ao mundo que se diz real. Mas agora não... a única coisa que compreendo é que longe daqui é onde estamos.
A brisa leve vem voando solta ao vento, transpassando o verde vibrante da árvore alegre, e também o marrom frio da árvore seca. No centro desse espaço é onde estamos, o limite entre a loucura do Nirvana e a lucidez dos galhos secos e móveis. A respiração palpitantemente aliviando é a marca, a marca do início, a marca do fim.
Escrito com:
-Thales Diniz (http://thalesdiniz.blogspot.com/)
-Jéssica Rocha (http://jessicarocha2010.blogspot.com/)
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
Reflexos.
É como um espelho,
reflete as sensações,
alegrias e tristezas...
Uma angústia que começa subitamente,
e em instantes já tomou conta de todo o corpo.
Involuntariamente. Necessidade da presença.
Desejo que só vai passar quando os olhos
puderem se encontrar mais uma vez,
quando os corações puderem se sentir
palpitando bem de perto. Um abraço
e tudo passa, tudo se acalma. É preciso
aprender a conviver com a ausência,
com o vão deixado pela saudade,
mas eu ainda não consegui.
reflete as sensações,
alegrias e tristezas...
Uma angústia que começa subitamente,
e em instantes já tomou conta de todo o corpo.
Involuntariamente. Necessidade da presença.
Desejo que só vai passar quando os olhos
puderem se encontrar mais uma vez,
quando os corações puderem se sentir
palpitando bem de perto. Um abraço
e tudo passa, tudo se acalma. É preciso
aprender a conviver com a ausência,
com o vão deixado pela saudade,
mas eu ainda não consegui.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A ponte.
Estaticamente observando, compondo um cenário que com certeza já existia antes, bem antes de eu chegar até aqui. Pessoas passam e observam, e como tudo na vida continuam em movimento. O que faço eu aqui? Ouvindo de tempos em tempos o barulho do trem, animais docemente vorazmente inconscientemente se expressando. Busco dentro de mim algum tipo de marca, algum tipo de conclusão. Pensando bem não é necessário. Continuo esperando, esperando pelo momento em que meu coração palpitará com uma súbita presença. Sentindo o vento levemente tocar e mover os fios de cabelo. Retrocedendo o tempo se assim eu me sentir melhor.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Insetos.

Seres imprevisíveis, se escondem de canto a canto, correm desesperados. Na escuridão é onde querem habitar, mas não têm sequer dignidade de viver por lá. Pois é o único lugar onde se arriscam a mostrar o que são, onde as faces adquiridas por toda a vida não têm mais valor, falsas faces. É na escuridão onde caem e morrem, esmagados no chão, procuram um último olhar de piedade. Não, não terão! Malditos insetos, covardes, fracos, fingem novos rostos, manipulam, tentam sobreviver pouco a pouco estruturados numa mente doentia. Malditos insetos!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
A metade do caminho.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Energia.

Soprar gelado, a luz quase não aparece lá fora daquela janela... Vozes soltas, que passam quase despercebidas no embalo das sensações. Palavras surgindo de um universo individual, pensamentos correm por um campo verde, a leve brasa os aperta os passos, e correm soltos em busca de liberdade. Esse universo nunca foi compartilhado por inteiro, não é confortável descrever, é mais íntimo que as ideias, mais belo que o que vem do coração.é um universo paralelo, paralelo às minhas vontades, paralelo à verdadeira paz. Fechando os olhos devagar e os abrindo, levemente sentindo, brisando.
domingo, 11 de setembro de 2011
O tempo.

A cada ruído do relógio aumenta um pouco mais a aflição. Voltas e voltas constantes, levando a diante uma vida incompleta, que a cada respiração chegando mais perto do fim. Uma angústia toma conta por olhar pra trás e não enxergar nada que pudesse ter feito a diferença, dia após dia, o medo consome, a vida passa, folhas secas vêm e vão, mas permanece tudo estaticamente. Temendo. Descrendo. Levando a diante um universo próprio, de sonhos e loucura. Ideias íntimas, sentimentos compartilhados.
Tic-Tac, Tic-Tac. Perto um pouco mais do momento final, do último suspiro.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
O medo.
Ele reina sobre tanta coisa.Ele modifica faces.
Corrói o existente.
Inventa o impossível... O medo.
A barreira mais presente. Arranca a lucidez em um simples instante. Afasta os mais belos sonhos. Traz instantaneamente o sofrimento. Tão miserável, tão infeliz, o medo. Será impossível deixar de senti-lo? Por vezes me escondi, me afastei bruscamente de todo ele, mas fui incapaz. Na primeira esquina é ele quem encontro, é ele quem me acompanha por todos os caminhos, sempre presente, sempre afetando. Por ele me escondo, por ele me prendo à mim. Por ele sou incapaz de dizer tanta coisa, por ele continuo vivendo assim. O medo.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Alegria compartilhada.
Brisa leve, levando embora toda e qualquer sensação ruim. Cabelos ao vento, olhares atentos, estrelas guiando o caminho que deveríamos traçar. Laços se fortalecendo cada vez mais. Risos soltos, alegria compartilhada, momentos poucos que serão levados por muito tempo. A brasa dizendo que a vida nada mais é que uma constante mudança, e que momentos como aquele são pra ser curtidos até a última ponta. O brilho da noite envolvendo, instigando, indagando. Correndo pra longe da realidade, porque se perder é se encontrar, encontrando em cada esquina motivação pra seguir enfrente. Vivendo. Curtindo. Aprendendo. Continuando.
sábado, 3 de setembro de 2011
You and I.
Olho no olho. Lábios atentos. Mãos palpitantes. Corações mutuamente afagando. O vento que bate carregando consigo uma leve fragrância.Um sabor que desperta no fundo da alma aquelas sensações há algum tempo esquecidas, preenchendo levemente a voraz necessidade daquela presença. Momentos de angústia vão sendo espontaneamente apagados, não há nada mais agradável que as leves batidas de um coração preenchido. Nada mais agradável que aquele olhar convidativo -que me prende e me acalenta.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Four Months of the friendship.
Uma junção de delicadeza e mistério, força e sensibilidade, dedicação e seriedade. O cheiro que eu ainda não senti, o abraço que eu ainda não tive, as palavras que docemente me alegram e me fazem acreditar. Amizade, companheirismo, preocupação. Por instantes parece estar tão perto, mas a distância nada é quando se acredita que é real. Por instantes parece se conhecer de tempos passados, mas a proporção com que tudo se torna especial é muito mais importante que qualquer tempo. Por mais que esteja longe, estarei sempre contigo.
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