Que se dane cada palavra e cada passo teu,
que se dane céus e terras de sonhos que você me prometeu.
Se eu disser que hoje sobrevivo,
se eu disser que sem você eu já consigo,
será que acredita?
Já não tenho força pra lembrar de quantas vezes despenquei,
ainda menos pra saber se por você eu lutei..
Mas hoje, hoje é o amanhã que eu tentei dispensar,
e ontem, o que foi ontem eu já nem quero escutar..
Na minha mente saiba que eu ainda guardo cada passo,
cada palavra, cada gesto, por fim se transforma tudo em um descompasso.
Enlouqueço, e de tanta loucura engrandeço,
se por ai ainda estiver, de vez desapareço.
Desapareço de sua vida e de onde estiver,
pois agora amo o alguém que dentro de mim a dor fez crescer,
se é frio ou se acalenta, não foi criado pra que você o compreenda.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
Das estradas da madrugada.
Antecedo-me a dizer que aqui cheguei,
e anuncio que por aqui é que quero ficar.
Já vejo beleza nos jardins e nas flores,
é mesmo por aqui que desejo estar.
Me encantei por onde estive,
é um coração belo e grandioso,
de um Astro do tamanho da luz,
é aconchegante e muito graçoso.
Caminho pelo vale das flores,
é de tudo, o que mais cativa.
Sei que do nada me fiz eu,
e sou eu não importa o que viva.
Caminho,
conheço,
me sou,
resplandeço.
É tão belo o teu olhar a sorrir!
e anuncio que por aqui é que quero ficar.
Já vejo beleza nos jardins e nas flores,
é mesmo por aqui que desejo estar.
Me encantei por onde estive,
é um coração belo e grandioso,
de um Astro do tamanho da luz,
é aconchegante e muito graçoso.
Caminho pelo vale das flores,
é de tudo, o que mais cativa.
Sei que do nada me fiz eu,
e sou eu não importa o que viva.
Caminho,
conheço,
me sou,
resplandeço.
É tão belo o teu olhar a sorrir!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Astro Luz.
Me faz querer esquivar e me entregar,
no mesmo momento,
do horizonte um pássaro lento,
com o brado de seu cantar.
E a luz mais forte brilha,
Astro Luz da imensidão,
me amansa o coração,
que persegue a própria trilha.
O bem e o mal,
são de extrema semelhança,
se vê dos tempos de criança,
que corria sem final.
Quero fugir,
quero correr,
sem o chão adormecer,
não querer mais partir.
Fico?
Me apronto?
Me escondo?
Rabisco?
Infindável Indagação.
no mesmo momento,
do horizonte um pássaro lento,
com o brado de seu cantar.
E a luz mais forte brilha,
Astro Luz da imensidão,
me amansa o coração,
que persegue a própria trilha.
O bem e o mal,
são de extrema semelhança,
se vê dos tempos de criança,
que corria sem final.
Quero fugir,
quero correr,
sem o chão adormecer,
não querer mais partir.
Fico?
Me apronto?
Me escondo?
Rabisco?
Infindável Indagação.
domingo, 29 de abril de 2012
1111
Tanta coisa aconteceu
e tão pouco tempo passou,
mesmo quando anoiteceu,
a realidade foi o que se sonhou..
Seis minutos, inconstantes,
é o que basta,
não importa o restante,
pois a vida, ela é vasta.
Espero o toque,
espero o horizonte,
espero os sonhos enormes,
busco mesmo se muito distante.
e tão pouco tempo passou,
mesmo quando anoiteceu,
a realidade foi o que se sonhou..
Seis minutos, inconstantes,
é o que basta,
não importa o restante,
pois a vida, ela é vasta.
Espero o toque,
espero o horizonte,
espero os sonhos enormes,
busco mesmo se muito distante.
Tudo rosa.
As águas que me cristalizam,
caem e lavam o chão dos insensíveis.
O garoto que vivia sem leis,
que o seu mundo, era só a sua voz a emergir.
Meia dúzia de imbecis em um planeta,
em um planeta qualquer..
Sobrevive aquele que souber
que o mundo é dos que sonham.
caem e lavam o chão dos insensíveis.
O garoto que vivia sem leis,
que o seu mundo, era só a sua voz a emergir.
Meia dúzia de imbecis em um planeta,
em um planeta qualquer..
Sobrevive aquele que souber
que o mundo é dos que sonham.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Partir.
Parece o céu, mas é um espelho de nuvens. Só que hoje, um espelho que diz pouco ou quase nada. Nos alertaram quanto ao perigo quando acenderam a luz vermelha, mas esqueceram que, para que conheçamos a nós mesmos, é necessário que saibamos o limite, e o limite, não se traduz em teoria, só em pequenos versos de poesia, e não se aprende com o que é dito, se aprende com o dia-a-dia. Me dou uma flor. Que bela flor. Traz a mim coragem pra fazer a travessia, pra desafiar o meu lado que diz mais alto, pra alcançar em mim, a liberdade que o tudo traz. Mas e se o tudo for o nada? E se eu precisar do nada pra alcançar o tudo?
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Brisa, brisa.
Tanta coisa aconteceu,
e tão pouco tempo passou,
mesmo quando anoiteceu,
a realidade foi o que se sonhou.
Seis minutos, inconstantes,´
é o que basta.
Não importa o restante,
pois a vida, ela é vasta.
Espero o toque.
Espero o horizonte.
Espero os sonhos enormes.
Espero a alegria daquele instante.
e tão pouco tempo passou,
mesmo quando anoiteceu,
a realidade foi o que se sonhou.
Seis minutos, inconstantes,´
é o que basta.
Não importa o restante,
pois a vida, ela é vasta.
Espero o toque.
Espero o horizonte.
Espero os sonhos enormes.
Espero a alegria daquele instante.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Do latim, Luna.
O ser, sem o que o apoia, não é nada. O ser, sem a ideia, não é nada. O ser, sem olhar pra dentro, nem chega a ser. O que o faz crescer, é a ideia que nele surge, que não se contenta em apenas surgir, e que progride, além de si. E só cresce, quando se desfaz do egoísmo, quando conhecendo a si, conhece o universo. Quando tocar as estrelas é seu sonho mais acessível. Acredito, que só soube mesmo o que é a vida, aquele que com a terra não se contentou, aquele que saiu do chão, e em voo esvoaçante partiu para a terra da liberdade: a própria alma.
Pôr. Ir. Foi.
Não quis ir embora,
Não me escondi.
Parece não ter sido uma boa hora,
E, por cansaço, acabei por partir.
Como o sol que se põe,
pra voltar outrora.
Deixa saudade,
mas nunca demora.
Hoje me despeço mais cedo,
vem se fazendo noite,
preciso mergulhar em meu medo,
sem medo do que me resulte.
Não me escondi.
Parece não ter sido uma boa hora,
E, por cansaço, acabei por partir.
Como o sol que se põe,
pra voltar outrora.
Deixa saudade,
mas nunca demora.
Hoje me despeço mais cedo,
vem se fazendo noite,
preciso mergulhar em meu medo,
sem medo do que me resulte.
O coração e o campo.
E hoje, tu que em meus braços descansa,
é de tudo, o que mais encanta o meu ser.
De encontro ao teu, o meu olhar é dança,
inquieto como a sede de quem alcança o viver.
E sedento, meu coração procura ao teu,
dentre os campos, corre como o vento,
dentre as ruas, saudoso procura onde se meteu,
quando perdida, seu timbre doce é me serve de acalento.
Pertenço ao nada, sou o tudo do nada,
sou o sol que me consome quando morro em saudade,
sou o cantar da madrugada,
sou a tua breve irrealidade.
é de tudo, o que mais encanta o meu ser.
De encontro ao teu, o meu olhar é dança,
inquieto como a sede de quem alcança o viver.
E sedento, meu coração procura ao teu,
dentre os campos, corre como o vento,
dentre as ruas, saudoso procura onde se meteu,
quando perdida, seu timbre doce é me serve de acalento.
Pertenço ao nada, sou o tudo do nada,
sou o sol que me consome quando morro em saudade,
sou o cantar da madrugada,
sou a tua breve irrealidade.
terça-feira, 20 de março de 2012
Brado de outono.
Tão louca esta íntima verdade que me gela os lábios. Tão louco viver sem manual, e levar cada destino ao seu lado natural. O amor existe para que ao lado dele possamos voar, mas é impossível entender. O atalho nos tira o foco e deixa algo inacabado, mas só com tamanha consciência que se pode arriscar. Uma mente que não aprendeu a se equilibrar está a um passo da regressão. Voltar na hora errada é perda de tempo, o corpo treme e os sentidos mudam..
A primeira folha cai. Vem o medo. A pressa. A tolice. E junto a tudo isso, aquela louca euforia que de tanta luz ofusca tudo ao redor. Ego. Centro. O fim do que ainda não teve início, mas só pelo pressentimento, será que vale a pena arriscar todas as folhas que ainda irão cair? Tempo. Tempo.
O tempo é mudo. O tempo, é tempo.
O tempo, para si, não representa nada. É apenas o sobrepor de tudo na superfície nula de linhas a serem escritas. Mas o tempo, por mais que não conheça a si, por mais que não acredite, é a vida que se constrói, é a sabedoria que se conquista, é o sorriso que se deu e que fica na memória. O tempo não cura, ele, por si só e em seu interior, apresenta ao ser o que coisa nenhuma fosse capaz de compreender: a força que se tem. O tempo gera consciência. No tempo é que se ganha a essência. Só o tempo é capaz de criar. Mas o tempo, quando se sente esgotado, se perde e se confunde. Assim como quem vive, o tempo precisa ser livre. Só em asa de liberdade, em palavras mudas, é que o tempo diz. O tempo tudo traz, e o tempo tudo leva. O tempo traz o que se busca, e mostra que sem esforço, o tempo parecerá inútil a aquilo que se deseja. O tempo é udo, se o tudo estiver no interior do ser.

E a dúvida de um tempo. Em qual espaço? Por que? Pra que? Será que vem mesmo?
Dúvida não. Dúvida é cruel. O que preciso, é o devido questionamento de tudo ao redor, em busca de sabedoria. Hoje sei porque o Sol brilha, hoje sei que é boa a água que cai, e hoje sei, que a folha mais bela, é a que primeiro vai ao chão. Da loucura, a certeza de viver, da loucura, o conhecimento do Ser.
Longas são as horas que pouco a pouco fazem amadurecer um pouco mais. Se existem erros ou acertos, o tempo no final é sempre o mesmo. Pobre de quem não se reflete em beleza do Sol que brilha, do pássaro que canta, da luz que tudo vê, do escuro onde tudo procria.
A primeira folha cai. Vem o medo. A pressa. A tolice. E junto a tudo isso, aquela louca euforia que de tanta luz ofusca tudo ao redor. Ego. Centro. O fim do que ainda não teve início, mas só pelo pressentimento, será que vale a pena arriscar todas as folhas que ainda irão cair? Tempo. Tempo.O tempo é mudo. O tempo, é tempo.
O tempo, para si, não representa nada. É apenas o sobrepor de tudo na superfície nula de linhas a serem escritas. Mas o tempo, por mais que não conheça a si, por mais que não acredite, é a vida que se constrói, é a sabedoria que se conquista, é o sorriso que se deu e que fica na memória. O tempo não cura, ele, por si só e em seu interior, apresenta ao ser o que coisa nenhuma fosse capaz de compreender: a força que se tem. O tempo gera consciência. No tempo é que se ganha a essência. Só o tempo é capaz de criar. Mas o tempo, quando se sente esgotado, se perde e se confunde. Assim como quem vive, o tempo precisa ser livre. Só em asa de liberdade, em palavras mudas, é que o tempo diz. O tempo tudo traz, e o tempo tudo leva. O tempo traz o que se busca, e mostra que sem esforço, o tempo parecerá inútil a aquilo que se deseja. O tempo é udo, se o tudo estiver no interior do ser.
E a dúvida de um tempo. Em qual espaço? Por que? Pra que? Será que vem mesmo?
Dúvida não. Dúvida é cruel. O que preciso, é o devido questionamento de tudo ao redor, em busca de sabedoria. Hoje sei porque o Sol brilha, hoje sei que é boa a água que cai, e hoje sei, que a folha mais bela, é a que primeiro vai ao chão. Da loucura, a certeza de viver, da loucura, o conhecimento do Ser.
Longas são as horas que pouco a pouco fazem amadurecer um pouco mais. Se existem erros ou acertos, o tempo no final é sempre o mesmo. Pobre de quem não se reflete em beleza do Sol que brilha, do pássaro que canta, da luz que tudo vê, do escuro onde tudo procria.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Mutare.
Nada é imutável.
O tempo, muda...
O viver, muda...
O ser, muda...
O caminho, muda...
E a saudade,
aquela louca vontade,
também muda.
O coração, muda...
O vazio, muda...
A dor, muda...
E a verdade,
aquela irrealidade,
também muda.
A mente, muda...
A ideia, muda...
O ideal, muda...
Tudo, tudo sempre muda.
Só não muda se não deixar.
Só não muda se nada amar.
Tudo muda, tudo muda.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Meu pássaro.
E hoje o que tenho é a saudade,
E a imagem de teus olhos inquietos..
Se era dor eu não sentia,
Só queria você por perto.
Pra onde voou meu pássaro?
Me diz logo onde está..
Não culpo a vida e nem a você,
Só sei que não posso mais me maltratar.
É fria a dor da verdade,
São frios todos os passos que até agora eu dei,
Mas por mais que se congele o meu coração,
Ele ainda bate por cada sorriso teu que um dia ganhei.
A loucura me bate a porta,
Não fujo, pois ainda espero que ali você bata,
Engulo meu medo e me refugio em solidão,
E em aspiras esfumaçadas de um ardor que me mata.
Espero o teu canto, espero teu voo,
Só não espero se disser que comigo não quer mais voar.
Só não espero se por outro alguém quiser chorar.
Se for assim, espero que viva, espero que seja livre,
Espero que saiba que de todos os pássaros,
Foi o mais belo e encantador que tive.
E a imagem de teus olhos inquietos..
Se era dor eu não sentia,
Só queria você por perto.
Pra onde voou meu pássaro?
Me diz logo onde está..
Não culpo a vida e nem a você,
Só sei que não posso mais me maltratar.
É fria a dor da verdade,
São frios todos os passos que até agora eu dei,
Mas por mais que se congele o meu coração,
Ele ainda bate por cada sorriso teu que um dia ganhei.
A loucura me bate a porta,
Não fujo, pois ainda espero que ali você bata,
Engulo meu medo e me refugio em solidão,
E em aspiras esfumaçadas de um ardor que me mata.
Espero o teu canto, espero teu voo,
Só não espero se disser que comigo não quer mais voar.
Só não espero se por outro alguém quiser chorar.
Se for assim, espero que viva, espero que seja livre,
Espero que saiba que de todos os pássaros,
Foi o mais belo e encantador que tive.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
So far way.
Sobre a correnteza da vida,
água corre junto à mente,
todos seguem calmos,
e eu luto contra a corrente.
Chove chuva e leva tudo daqui,
Leva o medo, o desamor..
Aquiete o coração de quem luta,
não deixe que levem rancor.
Dentro do meu barco entrego-me à sorte..
Me dê o seu abraço e aquele sorriso,
desistir tão fácil assim é bobagem.
Te levarei comigo onde for preciso.
água corre junto à mente,
todos seguem calmos,
e eu luto contra a corrente.
Chove chuva e leva tudo daqui,
Leva o medo, o desamor..
Aquiete o coração de quem luta,
não deixe que levem rancor.
Dentro do meu barco entrego-me à sorte..
Me dê o seu abraço e aquele sorriso,
desistir tão fácil assim é bobagem.
Te levarei comigo onde for preciso.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Não é nada demais.
Só abra teus olhos pela manhã se dentro de você existe coragem suficiente pra enfrentar a vida. Nada é tão fácil, mas também não há nada que quem vai a luta não saiba enfrentar. Vivo por mim, apenas por mim. Se precisar renunciarei, mas ao sangue sempre pertencerá, por mais que não se veja, por mais que apenas sinta. Se nasce no peito permanece livre. O que vem depois é o céu após se arrebentarem os muros. Somos todos irmãos, mas do outro lado eles transformam paz em apuros. Se atente.
(42)
(42)
sábado, 28 de janeiro de 2012
Vida!
Reconheço água limpa quando vejo,
água que cai e arranca a sede,
que reluz a ideia e o horizonte,
esperando dias como estes...
Me perdoa por negar o sol,
por fechar os olhos e ser tão crua,
e isso quando você precisou,
Estupefata no meio da rua.
Minha visão não me permitiu partir,
tinha terras e mares, céus e ares.
Sabor de irrealidade agridoce,
estão por todas as partes!
Vista-se com toda sua esperança,
esqueça a apatia e estenda sua mão,
Por aqui somos todos iguais,
irmãos de matéria e de coração.
água que cai e arranca a sede,
que reluz a ideia e o horizonte,
esperando dias como estes...
Me perdoa por negar o sol,
por fechar os olhos e ser tão crua,
e isso quando você precisou,
Estupefata no meio da rua.
Minha visão não me permitiu partir,
tinha terras e mares, céus e ares.
Sabor de irrealidade agridoce,
estão por todas as partes!
Vista-se com toda sua esperança,
esqueça a apatia e estenda sua mão,
Por aqui somos todos iguais,
irmãos de matéria e de coração.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Clarão
Como silenciar um coração que tem tanto a dizer? Passei a entender o silêncio quando me vi nele, quando deixei de força-lo e passei a senti-lo. A vida é tão bonita vista assim a fundo, nos olhos. Me desafio a viver todos os dias, a sorrir todos os dias, pois o sorriso é o caminho que leva onde se quer chegar. De olhos fechados, de braços abertos, estendo a mão à aurora que vem de um novo dia. Terei sempre essa frágil mania de me levar e me transportar, pra perto ou pra longe, pra viver o horizonte, pra captar a luz que precede minhas noites sem luar.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Traçado.
É tão incerto quanto andar às escuras madrugada a dentro. Não se conhece o caminho, não se sabe onde vai chegar. Roubei o brilho das estrelas pra fazer delas meu universo escondido. Às vezes se me escondo é porque espero você vir me encontrar. Será que vem? O encanto é o esperar, é o não pertencer e ainda assim sentir.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Tuas águas.
Gotas de mistério e de um nobre sabor
Buscando algo que não se conheça
Na profundeza turva nada mais que dor
Temo encontrar e que não me reconheça.
Transformo-me em sopros de vento
Movo tuas águas antes tão calmas
Que saiba sentir tão longe o acalento
Me perco pra saber de verdade onde estás.
O silêncio de teus lábios é pura saudade
Te trago comigo pois de você eu preciso
Em margens tão calmas respira liberdade
Meu mundo e meu coração serão seu abrigo.
O sol se põe por não mais te ver
Enquanto tu corres para o tempo não alcançar
Proíbo-me não pensar para sempre ter
Repouso e sorrio pois é teu meu caminhar.
Buscando algo que não se conheça
Na profundeza turva nada mais que dor
Temo encontrar e que não me reconheça.
Transformo-me em sopros de vento
Movo tuas águas antes tão calmas
Que saiba sentir tão longe o acalento
Me perco pra saber de verdade onde estás.
O silêncio de teus lábios é pura saudade
Te trago comigo pois de você eu preciso
Em margens tão calmas respira liberdade
Meu mundo e meu coração serão seu abrigo.
O sol se põe por não mais te ver
Enquanto tu corres para o tempo não alcançar
Proíbo-me não pensar para sempre ter
Repouso e sorrio pois é teu meu caminhar.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Contagem.
Preciso gritar, mas aprendo com o silêncio.
Preciso correr, mas não quero sair do lugar.
Quanto mais vivo mais aprendo,
Nada mais posso além de sonhar.
Tenho medo de falar,
Talvez por isso que me calo.
Sou como o silêncio do mar,
Preciso de calor e que seja de braços,
Mas não me deixo distrair.
Não te nego a palavra,
Preciso correr, mas não quero sair do lugar.
Quanto mais vivo mais aprendo,
Nada mais posso além de sonhar.
Tenho medo de falar,
Talvez por isso que me calo.
Sou como o silêncio do mar,
Silêncio gritante quando quero colo.
Preciso de calor e que seja de braços,
No escuro tempestativo descanso sozinha,
Sigo e aperto o passo,
Faço a vida que levo ser totalmente minha.
Mas não me deixo distrair.
Quero voar sem asas,
Simplesmente cair
E encontrar o que o tempo todo eu precisava.
Não te nego a palavra,
Digo sempre o que quiser,
Mas me leve pra casa,
Esteja onde estiver.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Caminhar.
Permaneceria de pé se lhe ouvisse gritar
Correria contigo por terras e céus
Seguraria a tua mão vendo o mundo acabar
Não direi, mas estes versos são teus.
As estradas por onde andamos se cruzam
Passado, presente, quem sabe futuro
Tudo se liga enquanto os destinos mudam
Perdidos e livres se alimentando no escuro.
Vejo além além de seu olhar
Sinceros, certos e incertos
A vida é longa e é bom se arriscar
Digo porque sempre esteve por perto.
Correria contigo por terras e céus
Seguraria a tua mão vendo o mundo acabar
Não direi, mas estes versos são teus.
As estradas por onde andamos se cruzam
Passado, presente, quem sabe futuro
Tudo se liga enquanto os destinos mudam
Perdidos e livres se alimentando no escuro.
Vejo além além de seu olhar
Sinceros, certos e incertos
A vida é longa e é bom se arriscar
Digo porque sempre esteve por perto.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Sweet.
De repente a vida de novo surpreende, a água volta a cair, a essência deixa de existir. De repente a vida nos faz ser tudo o que já havíamos esquecido, e não há nada que agrade mais que a certeza de se pertencer. Posso estar nas águas mais claras ou sobre o verde da montanha, não importa, trago comigo o mesmo coração.
Voz.
Sou de forma e moldura inadaptáveis aos teus olhos. Meu grito esvazia o vazio e afasta a sordidez. Não me vê como sou, mas da maneira que esperava que eu fosse. Quando chego ao alto busco por ti, me engasgo com tanto ar, vou ao fundo pois foi lá onde me criei. Esvoaçantes sopros de vento tocam-me e me levam ao teu encontro. Tuas raízes ofuscam a todo ser, mas erguem-me e devoram-me no frio da neblina. Doce neblina embriaga-me e cega-me antes que solte as minhas mãos. Não temo se seguir sem ti de olhos fechados, vou onde a brisa ardente me arranca o suspiro e me deixa livre pra fugir dali. Posso, mas não fujo. Minha realidade me atrai e me distrai. O fogo me queima a pele é o mesmo que me abranda a alma. Se me perder nos sedutores abismos de minha solidão estarei enganando até a mim. Quero me conhecer ao menos, mais que ao vento, água, fogo e terra.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Palavras do existir
Dia e noite, metade a metade
Faces e facetas em cumplicidade
Temo o futuro e não sei dizer
Vivo e aprendo e se torna doce viver.
Nuvem que na verdade era sorriso
Bordado sincero, não porque era preciso
Pois a alegria está onde menos se espera
Em palavra, em pensamento e na montanha tão bela.
O relógio não corre porque não o deixo existir
Em mãos o que é meu e não deixo partir
Quero como quero o fazer sem restrição
Traço o incerto e chego ao coração.
Por hoje nada daquilo me afeta
Se sou então serei além daquilo que me resta
Branco também é vermelho
Tenho mais do que reflete o espelho.
Faces e facetas em cumplicidade
Temo o futuro e não sei dizer
Vivo e aprendo e se torna doce viver.
Nuvem que na verdade era sorriso
Bordado sincero, não porque era preciso
Pois a alegria está onde menos se espera
Em palavra, em pensamento e na montanha tão bela.
O relógio não corre porque não o deixo existir
Em mãos o que é meu e não deixo partir
Quero como quero o fazer sem restrição
Traço o incerto e chego ao coração.
Por hoje nada daquilo me afeta
Se sou então serei além daquilo que me resta
Branco também é vermelho
Tenho mais do que reflete o espelho.
(o sonho de chegar mais alto, a alegria de se sentir tocado.)
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