Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Fim do dia.
Luzes se apagam e vozes se calam. Novo mundo se cria. E eles estão por todos os lados. Não sei o que dizer, mas é certo que preciso falar. Mas me calo e apenas ouço. A sensação que o silêncio traz é a mesma de tempos atrás. Onde antes havia brilho e certeza agora há uma dose de incapacidade. Como entender a vida se ainda não entendo porque permaneço nela? Parece que vou perdendo o gosto. O gosto que me pertencia era necessário, mas tudo é tão incerto que talvez já nem seja mais. Substituo sangue por água, água por consciência, consciência por palavras. Os grãos continuam a cair e a luz já não tem mais tanta força. Preciso daquilo que um dia me pareceu ilusão, preciso das folhas que deixei permanecer ao chão.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário