Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Marcas.
Pranto que não se finda ao anoitecer. O tempo que resta vai se esgotando. Entrego a minha vida, e o que vier depois disso será apenas morte, até que o Futuro chegue a nós. Morrerei em mim e viverei somente em ti. Te chamarei ao amanhecer, ao entardecer, ao anoitecer, ao olhar pro céu e resgatar marcas que você me deixou. Ao soprar do vento sentirei a tua presença. Dias e noites a escrever como se dissesse a ti. Um vazio que fica, um pedaço que falta.
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