Não quero permanecer de pé se não puder caminhar. Não quero mais conter o pranto se é ele que me arranca da alma o grito. Eu não. Se não puder caminhar prefiro que me arranquem o sopro. Mas se não puder gritar também não vou me emudecer. Não nasci pra viver sobre o mundo que vocês criaram. Pelo contrário. A razão de ter chegado onde estou é que mais que outra coisa nasci pra viver as minhas verdades, pra não agradar se assim for preciso. Invento palavras ao vento, o vento que sopra me serve de alimento, fecho os olhos, me emudeço e vivo. Vivo aquilo que sou, vivo aquilo que inventei, vivo aquilo que nem sei.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Conceito.
Não quero permanecer de pé se não puder caminhar. Não quero mais conter o pranto se é ele que me arranca da alma o grito. Eu não. Se não puder caminhar prefiro que me arranquem o sopro. Mas se não puder gritar também não vou me emudecer. Não nasci pra viver sobre o mundo que vocês criaram. Pelo contrário. A razão de ter chegado onde estou é que mais que outra coisa nasci pra viver as minhas verdades, pra não agradar se assim for preciso. Invento palavras ao vento, o vento que sopra me serve de alimento, fecho os olhos, me emudeço e vivo. Vivo aquilo que sou, vivo aquilo que inventei, vivo aquilo que nem sei.
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