Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Nada sei.
Ah, como é doce a loucura de não saber viver. Vivo mesmo porque nada sei, se soubesse mesmo não teria graça. Sinto em mim o sabor da criação. Vem de dentro pra fora, como a vida que carrego comigo. Vejo na criação vida além da vida. Vivo mesmo porque crio. Crio a mim, crio o ar que me cerca, crio o mundo e com ele meus maiores medos. Crio o fraco e o temeroso, crio o forte e o sábio, crio a linha do horizonte, crio a minha criação. Quando penso é que vivo. Penso antes mesmo de viver. Pensar é minha luta diária. Se penso em mim perco o foco e a essência. Penso no inimaginável, só assim alcanço o poder da criação.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Demasiadamente longe.
Senhoras e senhores, digo em antemão:
Fogueira abrangendo todo o tempo e espaço que abrange a escuridão.
O mais longe que tu podes imaginar.
Pós-vida e muita terra a andar.
Aqui espero por vós, meus caros
É de tranquilidade um clima raro
Caminhar rebelde entre a noite
O melhor que já tive já mandei a ti.
O espetáculo perto de começar
Mãos e chapéus a se esticar
É a hora tão esperada
A noite fez sua chegada.
Arte e paixão ardente
Jovens e inconsequentes
O laço e o amor não têm
Não te esqueças que quem te ensinou sabes bem.
Fogueira abrangendo todo o tempo e espaço que abrange a escuridão.
O mais longe que tu podes imaginar.
Pós-vida e muita terra a andar.
Aqui espero por vós, meus caros
É de tranquilidade um clima raro
Caminhar rebelde entre a noite
O melhor que já tive já mandei a ti.
O espetáculo perto de começar
Mãos e chapéus a se esticar
É a hora tão esperada
A noite fez sua chegada.
Arte e paixão ardente
Jovens e inconsequentes
O laço e o amor não têm
Não te esqueças que quem te ensinou sabes bem.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Entardecer.
Brilho e sedução
Escuro e tranquilidade
Marcas vivas da liberdade
Que almejamos dentro do coração.
O vento sopra e eu não preciso de proteção
Me arrisco e pulo em qualquer canto
Continuo me arriscando
Mas às vezes queria que me desse a mão.
Noite envolvida e ardente
Na face um sorriso sem cessar
Preferia ali mesmo estar
Parecia inconsequente.
Eu gosto de abraço
Das estrelas só pra mim
Do calor de cada passo
Do momento que estende o fim.
O destino é certo
Acabo começando a crer
Quando me sinto mais perto
E posso sentir o entardecer.
Escuro e tranquilidade
Marcas vivas da liberdade
Que almejamos dentro do coração.
O vento sopra e eu não preciso de proteção
Me arrisco e pulo em qualquer canto
Continuo me arriscando
Mas às vezes queria que me desse a mão.
Noite envolvida e ardente
Na face um sorriso sem cessar
Preferia ali mesmo estar
Parecia inconsequente.
Eu gosto de abraço
Das estrelas só pra mim
Do calor de cada passo
Do momento que estende o fim.
O destino é certo
Acabo começando a crer
Quando me sinto mais perto
E posso sentir o entardecer.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Orbe.
Tomo em minhas mãos um pouco de luz. Cega os olhos mas abre a alma. Mergulhando ao mais profundo, saltando ao mais extenso. Melhor que testar os próprios limites é passar por eles e sentir o calor que queima e aquieta. Como os vestígios de um trem. Como as folhas a cair. Como o saber tudo e não conhecer nada. Como chegar sem saber onde. Como escrever desconhecendo linhas e palavras. Não me arrisco a dizer que quero tudo. O tudo é demais para quem caminha pra descobrir o que há. Quero somente aquilo que se escondeu e não mais se encontra. Quero aquilo que desconheço mas domino com exatidão. O cômodo me enoja. Corro atrás do impossível.
Segredos vermelhos.
Escrevo em metades porque foi tudo o que me deixou. Respiro verdades mas não sei a verdade de quem sou. Parece estar mesmo contigo. Parece não ter se perdido. Pode não parecer nítido e não ser o certo, mas ainda assola e ensanguenta. Barrados por vidros, fechados em cicatrizes, secretos e indefinidos como as marcas em seus lençóis.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Intitulável.
Tu que chegas inquieto, fazendo demasiado alarde: peço apenas alguns minutos de atenção. É que com tua chegada acabei por me assustar. Não posso continuar observando tudo a tua volta passar a não ter uma palavra que seja a respeito. Digo porque a vida me ensinou que observar é o melhor caminho pra aprender. E é, eu pude aprender. Sei que é desconhecido o que vê, sei que quase nada é compreendido. São sombras de dor e de loucura, mas que estendido o caminhar é visto com maior nitidez: é tudo aprendizado. Pois então aprenda, e valorize o silêncio. Um corpo que se silencia entende a fundo o que a alma tem a dizer.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Tempestade e vendaval.
Sangrarias tu pra chegar acima?
Descansaria tu entre as cruzes no alto da campina?
Tuas mãos se elevariam junto à Lua
E clamaria em alta voz a verdade crua
O sangue ao teu lado permanece a jorrar
Aquela triste mulher, desejava apenas se libertar
Diante de símbolos se instalou
Chorava constantemente, e então o vento soprou
O contato esperado se fez
Dizia ela que o sexto sentido havia chegado de vez
Levantaria ela pra se esconder?
Ela sabia a verdade, e não poderia a conter
Queria ela sentir o sabor de sua alma
Com o sangue escorrendo se sentia mais calma
Liberdade encontrou onde menos procurou
Tempestade e vendaval, o seu corpo entregou
Entre a cruz e a espada
Fechou os olhos, sentia água e fogo
Mais nada
Fim do jogo.
Descansaria tu entre as cruzes no alto da campina?
Tuas mãos se elevariam junto à Lua
E clamaria em alta voz a verdade crua
O sangue ao teu lado permanece a jorrar
Aquela triste mulher, desejava apenas se libertar
Diante de símbolos se instalou
Chorava constantemente, e então o vento soprou
O contato esperado se fez
Dizia ela que o sexto sentido havia chegado de vez
Levantaria ela pra se esconder?
Ela sabia a verdade, e não poderia a conter
Queria ela sentir o sabor de sua alma
Com o sangue escorrendo se sentia mais calma
Liberdade encontrou onde menos procurou
Tempestade e vendaval, o seu corpo entregou
Entre a cruz e a espada
Fechou os olhos, sentia água e fogo
Mais nada
Fim do jogo.
Realidade e lembranças.
Estendo sobre a cama minhas velhas palavras
A pele ardente e ainda cheia de marcas
O passado ausente enquanto eu viver
Banhando-me de luz até o sol adormecer.
Sobre pedras e rochas eu caminhei
Pés cansados mas ainda vivos
A lembrança que trago comigo
O que quero já nem sei.
Ia me esquecendo:
Deixei guardado o amuleto
Acho que só pegarei quando a lua vier nascendo
Junto com a pedra bordada em preto.
Rascunho dos sonhos
Por enquanto tenho sorte
Caminhando sem planos
Antes de partir rumo sul ou norte.
O que mais poderia eu pedir?
Por todo o tempo te ver sorrir
Sentir teu calor em minhas mãos
Caminhar contigo sem direção.
A pele ardente e ainda cheia de marcas
O passado ausente enquanto eu viver
Banhando-me de luz até o sol adormecer.
Sobre pedras e rochas eu caminhei
Pés cansados mas ainda vivos
A lembrança que trago comigo
O que quero já nem sei.
Ia me esquecendo:
Deixei guardado o amuleto
Acho que só pegarei quando a lua vier nascendo
Junto com a pedra bordada em preto.
Rascunho dos sonhos
Por enquanto tenho sorte
Caminhando sem planos
Antes de partir rumo sul ou norte.
O que mais poderia eu pedir?
Por todo o tempo te ver sorrir
Sentir teu calor em minhas mãos
Caminhar contigo sem direção.
Anoitecer.
A tal realidade vem bater-me a porta;
Eu paralisada, ainda toda torta;
Gritando sem falar o que me enfraquece;
Pranto após pranto, e tudo então se emudece;
Todos partiram e eu ainda aqui;
Lembro que estava ao seu lado a última vez que sorri;
Seguro forte o amuleto que de você ganhei;
E sonho sonhos que toda noite sonhei;
Eram belos e faziam-me pairar;
Queria eu que fossem reais pra eu de uma vez acreditar;
Que dobrando a esquina ainda ou te ver;
Que de mim você não vai esquecer;
Que permanecerá forte o que você sente;
E que nunca se esgotará o que existe entre a gente;
É você que eu imagino comigo;
Lutarei por vidas, mesmo que pra muitos não faça sentido.
Eu paralisada, ainda toda torta;
Gritando sem falar o que me enfraquece;
Pranto após pranto, e tudo então se emudece;
Todos partiram e eu ainda aqui;
Lembro que estava ao seu lado a última vez que sorri;
Seguro forte o amuleto que de você ganhei;
E sonho sonhos que toda noite sonhei;
Eram belos e faziam-me pairar;
Queria eu que fossem reais pra eu de uma vez acreditar;
Que dobrando a esquina ainda ou te ver;
Que de mim você não vai esquecer;
Que permanecerá forte o que você sente;
E que nunca se esgotará o que existe entre a gente;
É você que eu imagino comigo;
Lutarei por vidas, mesmo que pra muitos não faça sentido.
Conceito.
Não quero permanecer de pé se não puder caminhar. Não quero mais conter o pranto se é ele que me arranca da alma o grito. Eu não. Se não puder caminhar prefiro que me arranquem o sopro. Mas se não puder gritar também não vou me emudecer. Não nasci pra viver sobre o mundo que vocês criaram. Pelo contrário. A razão de ter chegado onde estou é que mais que outra coisa nasci pra viver as minhas verdades, pra não agradar se assim for preciso. Invento palavras ao vento, o vento que sopra me serve de alimento, fecho os olhos, me emudeço e vivo. Vivo aquilo que sou, vivo aquilo que inventei, vivo aquilo que nem sei.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Marcas.
Pranto que não se finda ao anoitecer. O tempo que resta vai se esgotando. Entrego a minha vida, e o que vier depois disso será apenas morte, até que o Futuro chegue a nós. Morrerei em mim e viverei somente em ti. Te chamarei ao amanhecer, ao entardecer, ao anoitecer, ao olhar pro céu e resgatar marcas que você me deixou. Ao soprar do vento sentirei a tua presença. Dias e noites a escrever como se dissesse a ti. Um vazio que fica, um pedaço que falta.
Sinais em vermelho.
Ninguém ali me parece de verdade. Elevo-me para longe, e posso sentir o que me falta. Marcam a chegada estendendo o pano vermelho, narram para os outros a sabedoria que não têm. Estaria eu segura aqui a esperar a pronúncia da palavra liberdade. Seus tetos se quebram e sua presença passa a ser ignorada. Não sabem o que querem e nem o que são. Falta-me algo, mas sei exatamente o que é, e também o que sou. Não seja diante de mim aquilo que não pode ser, te recusarei e me fortalecerei com seu sangue.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Parece vazio.
Parece já não ter tanta coragem. Deixou que o tempo levasse aquilo que tinha, e já não dá mais a cara pra bater. Não enfrenta mais a noite com o brilho de um poeta, são secas e frias as sensações que deixa. Mas lembre, o que nasce puro no peito nunca morre, há sempre um brado a ser solto, há sempre algo de mais e inesperado no fundo da cartola.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Fim do dia.
Luzes se apagam e vozes se calam. Novo mundo se cria. E eles estão por todos os lados. Não sei o que dizer, mas é certo que preciso falar. Mas me calo e apenas ouço. A sensação que o silêncio traz é a mesma de tempos atrás. Onde antes havia brilho e certeza agora há uma dose de incapacidade. Como entender a vida se ainda não entendo porque permaneço nela? Parece que vou perdendo o gosto. O gosto que me pertencia era necessário, mas tudo é tão incerto que talvez já nem seja mais. Substituo sangue por água, água por consciência, consciência por palavras. Os grãos continuam a cair e a luz já não tem mais tanta força. Preciso daquilo que um dia me pareceu ilusão, preciso das folhas que deixei permanecer ao chão.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Improvável.
Decifrar o que digo é inalcançável a aqueles que se contentam com o superficial. Eu não, quero infinitamente mergulhar no mais profundo, quero inquietamente caminhar sem me conter dentro de mim. Porque a minha raiz alimenta somente a mim, e é nela que está o desconhecido que me leva à caminhada. Se o que quer está no inatingível saiba que estarei por lá deixando estupefatos os que antes deixei pra trás.
O que há de novo?
Novo não é. Era o destino que aguardava a mim. Era esperado, porém ocorreu algo de novo. Lábios ardentes, os últimos segundos da última fase da primeira etapa. Palavras estranhas e uma sensação de estado gélido. Assim como as obras de arte o amor nunca termina. Assim como a saudade a necessidade floresce. Traços que me parecem estranhos. O que há de novo? Os lábios emudecidos. Precisavam dizer algo, mas acabaram por se sufocar. O tempo estende o sopro, desejo de correr e incapacidade de sair do lugar. Voar na extensão do olhar, escrever seguindo um trajeto e não interromper. O que há de novo eu já nem sei. Sei que estarei na hora em que a hora chegar, sei que lembrarei sempre sem que precise eu querer reinventar. O que há de novo se esconde. Sei que fui bem e sempre cheguei mas não quero novos remorsos regressando no momento em que estou. Olhando para dentro e sentindo vertigem.
(desenho original)
(desenho original)
Já é tempo.
Tempos em que a luz abrangerá além da visão;
Tempos em que a água desce e nutre;
-sorriso face a face a toda face que entre.
Tempos de lucidez e extrema loucura;
Tempos em que mais e mais aprendemos;
-o laço e a luz é tudo que temos.
Tempos em que a água desce e nutre;
-sorriso face a face a toda face que entre.
Tempos de lucidez e extrema loucura;
Tempos em que mais e mais aprendemos;
-o laço e a luz é tudo que temos.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Certo devaneio.
O litoral e toda a sua relevância, as mãos dadas e os olhos cheios de esperança. Tínhamos uns aos outros, tínhamos a força de quem nunca deixa de lutar, tínhamos a vida inteira. Caminhávamos para encontrar o por do sol, juntos sempre juntos, as mãos não se soltavam, os risos aumentavam, descobrimos a liberdade com um gosto diferente. A liberdade era o infinito dentro de nós, mergulhávamos em nós mesmos como o vento que movia as águas. A liberdade estava onde não podíamos tocar, onde só o que se podia era sentir. Cada passo se fortalecia, o tempo fazia questão de parar pra gravar cada momento, tudo em perfeita harmonia, o brilho dos olhos refletindo na agua e junto com ele alguma coisa chamada de amor nos incentivava a prosseguir, que sensação inexplicável. Não tínhamos nada, mas tudo o que precisávamos estava onde ninguém além de nós podia chegar: o fundo de cada coração. O inalcançável estava sob os nossos pés. Éramos mais, mais que qualquer dor, angustia ou medo, éramos juntos um só, formando uma única alma, um único corpo e um só coração. Corpo alma céu e mar.
Por Sarah D. & Ludmila Firmino.
Por Sarah D. & Ludmila Firmino.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Portas e janelas.
Assim como não pedi teu silêncio não pedirei tua palavra. Eis que partiram e por onde andam não os vejo mais. Eram a luz, e hoje são o vazio. Parti também pra longe, minha ausência não sei se ainda sentem. A cada passo mais distante, a cada passo menos visão do mundo o qual pertencem. Digo coisas poucas, mas não sei se podem ouvir. Portas e janelas e um mundo diferente. Digo meu adeus.
Águas e águas.
Água que vem do céu. Água que vem do coração. Água que escorre junto à face. Água sobre tudo o que percorremos. Água sob os nossos olhares. Mantida e perdida. Água que nos toca e nos dá a mão. Água corrida em segundo vividos. Água que ilumina o verde dos olhos e da composição. Água que guarda a memória. Água de amor. Água de dor. Somos também a água que junto de nós cai, e com ela corremos ao infinito de amor e desejo.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Insônia.
Perco o sono e a rigidez. Mergulhar em si nem sempre é o melhor a se fazer. Consciência tanta que até se perde por onde passa. Talvez o fim seja onde tudo se inicia. Talvez como a vida, a morte seja também um sonho. Desperto em mim o que não se cala, que luta e que brada. O tempo mais que passa, e eu sem saber acabo por não alcançá-lo.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O até logo.
Explicar o que sinto não cabe a mim;
O dia cinza e o vento que me guia por onde nem sei;
Daqui a alguns dias onde estarei?
A calma despedida de momentos assim.
A cada dia um novo adeus;
Sem prazo, sem pressa;
Enquanto o tempo passa;
Passamos um bom tempo juntos.
A capa da liberdade é o que nos cobre;
Nosso legado é permanecer sempre voando;
Vivendo e sentindo e observando;
Esperando enquanto a luz nos envolve.
-Por Sarah D. e Thales Diniz (http://thalesdiniz.blogspot.com/)
O dia cinza e o vento que me guia por onde nem sei;
Daqui a alguns dias onde estarei?
A calma despedida de momentos assim.
A cada dia um novo adeus;
Sem prazo, sem pressa;
Enquanto o tempo passa;
Passamos um bom tempo juntos.
A capa da liberdade é o que nos cobre;
Nosso legado é permanecer sempre voando;
Vivendo e sentindo e observando;
Esperando enquanto a luz nos envolve.
-Por Sarah D. e Thales Diniz (http://thalesdiniz.blogspot.com/)
Eu sou.
Eu sou o ar e a liberdade;
sou a sombra que me guia;
sou morte e sou vida;
sou o adeus e a saudade.
Eu sou o espelho a refletir;
sou as rodas que me aprisionam;
sou tudo o que questionam;
sou o meu olhar a sorrir.
Eu sou o que não podem ver;
sou a luz esquecida;
sou a imagem retorcida;
sou aquilo que pedirá pra esquecer.
sou a sombra que me guia;
sou morte e sou vida;
sou o adeus e a saudade.
Eu sou o espelho a refletir;
sou as rodas que me aprisionam;
sou tudo o que questionam;
sou o meu olhar a sorrir.
Eu sou o que não podem ver;
sou a luz esquecida;
sou a imagem retorcida;
sou aquilo que pedirá pra esquecer.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Ocultar sob a terra. #
Tô indo embora, mas ainda não sei pra onde. Noites sem luar, lágrimas perdidas, caminhada estendida. Tardes passadas estirada ao chão, enterrada sob as falsas conclusões do mundo lá fora, vendo a hora passar e morrendo a cada segundo. Passo a passo e um pouco mais de peso, um pouco mais de saudade do que ainda tenho por perto. A força que trago comigo é tão grande quanto a vontade de lutar, mas acontece que ao caminhar sinto sob meus pés entraves irreversíveis. A solidão das lágrimas dos céus e um pouco de luz me dão a estrada. Me estendem um lado, mas anseio pelo outro. Sinto e vivo e morro durantes as horas que correm sem frear.
"Ditos loucos"
De que é aquela imagem refletida no espelho? Não tinha eu tal aparência, não tinha eu aquela crueza no olhar, não tinha eu nada daquilo. A vida as vezes nos faz desconhecer o conhecido, admirar o temido, se transformar no que não se é. Sensações e sentimentos. Os que não os sentem são ditos loucos. O que pode o mundo julgar loucura? Loucura maior é a coragem que se tem de morrer a cada dia. Fugimos então do que julgam ser normal. Apenas um sentimento. E é ele o que guia. Se a ausência de todo o resto é loucura então que seja, me envergonharia se me dissessem um dia que pareço normal.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Malabares.
Sinos e correntes
Treva e luz
Criaturas inocentes
O campo que a alma conduz.
Tomo frente à direção
É minha a água que bate
Tamanha sensação de realidade
Realidade boa que nos forra o chão.
Saltando sobre as árvores
Meu coração e o teu
Sustentados pelos pilares
Sentimento que não se rendeu.
O tempo vem trazendo o calor
Livres ao ar saltando em saudade
O amor que é vida, e a liberdade
Despindo-se do mal e de todo o pudor.
Treva e luz
Criaturas inocentes
O campo que a alma conduz.
Tomo frente à direção
É minha a água que bate
Tamanha sensação de realidade
Realidade boa que nos forra o chão.
Saltando sobre as árvores
Meu coração e o teu
Sustentados pelos pilares
Sentimento que não se rendeu.
O tempo vem trazendo o calor
Livres ao ar saltando em saudade
O amor que é vida, e a liberdade
Despindo-se do mal e de todo o pudor.
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