Tomo em minhas mãos um pouco de luz. Cega os olhos mas abre a alma. Mergulhando ao mais profundo, saltando ao mais extenso. Melhor que testar os próprios limites é passar por eles e sentir o calor que queima e aquieta. Como os vestígios de um trem. Como as folhas a cair. Como o saber tudo e não conhecer nada. Como chegar sem saber onde. Como escrever desconhecendo linhas e palavras. Não me arrisco a dizer que quero tudo. O tudo é demais para quem caminha pra descobrir o que há. Quero somente aquilo que se escondeu e não mais se encontra. Quero aquilo que desconheço mas domino com exatidão. O cômodo me enoja. Corro atrás do impossível.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Orbe.
Tomo em minhas mãos um pouco de luz. Cega os olhos mas abre a alma. Mergulhando ao mais profundo, saltando ao mais extenso. Melhor que testar os próprios limites é passar por eles e sentir o calor que queima e aquieta. Como os vestígios de um trem. Como as folhas a cair. Como o saber tudo e não conhecer nada. Como chegar sem saber onde. Como escrever desconhecendo linhas e palavras. Não me arrisco a dizer que quero tudo. O tudo é demais para quem caminha pra descobrir o que há. Quero somente aquilo que se escondeu e não mais se encontra. Quero aquilo que desconheço mas domino com exatidão. O cômodo me enoja. Corro atrás do impossível.
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