sábado, 10 de dezembro de 2011

Certo devaneio.

O litoral e toda a sua relevância, as mãos dadas e os olhos cheios de esperança. Tínhamos uns aos outros, tínhamos a força de quem nunca deixa de lutar, tínhamos a vida inteira. Caminhávamos para encontrar o por do sol, juntos sempre juntos, as mãos não se soltavam, os risos aumentavam, descobrimos a liberdade com um gosto diferente. A liberdade era o infinito dentro de nós, mergulhávamos em nós mesmos como o vento que movia as águas. A liberdade estava onde não podíamos tocar, onde só o que se podia era sentir. Cada passo se fortalecia, o tempo fazia questão de parar pra gravar cada momento, tudo em perfeita harmonia, o brilho dos olhos refletindo na agua e junto com ele alguma coisa chamada de amor nos incentivava a prosseguir, que sensação inexplicável. Não tínhamos nada, mas tudo o que precisávamos estava onde ninguém além de nós podia chegar: o fundo de cada coração. O inalcançável estava sob os nossos pés. Éramos mais, mais que qualquer dor, angustia ou medo, éramos juntos um só, formando uma única alma, um único corpo e um só coração. Corpo alma céu e mar.


  Por Sarah D. & Ludmila Firmino.

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