Tô indo embora, mas ainda não sei pra onde. Noites sem luar, lágrimas perdidas, caminhada estendida. Tardes passadas estirada ao chão, enterrada sob as falsas conclusões do mundo lá fora, vendo a hora passar e morrendo a cada segundo. Passo a passo e um pouco mais de peso, um pouco mais de saudade do que ainda tenho por perto. A força que trago comigo é tão grande quanto a vontade de lutar, mas acontece que ao caminhar sinto sob meus pés entraves irreversíveis. A solidão das lágrimas dos céus e um pouco de luz me dão a estrada. Me estendem um lado, mas anseio pelo outro. Sinto e vivo e morro durantes as horas que correm sem frear.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Ocultar sob a terra. #
Tô indo embora, mas ainda não sei pra onde. Noites sem luar, lágrimas perdidas, caminhada estendida. Tardes passadas estirada ao chão, enterrada sob as falsas conclusões do mundo lá fora, vendo a hora passar e morrendo a cada segundo. Passo a passo e um pouco mais de peso, um pouco mais de saudade do que ainda tenho por perto. A força que trago comigo é tão grande quanto a vontade de lutar, mas acontece que ao caminhar sinto sob meus pés entraves irreversíveis. A solidão das lágrimas dos céus e um pouco de luz me dão a estrada. Me estendem um lado, mas anseio pelo outro. Sinto e vivo e morro durantes as horas que correm sem frear.
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