Ninguém ali me parece de verdade. Elevo-me para longe, e posso sentir o que me falta. Marcam a chegada estendendo o pano vermelho, narram para os outros a sabedoria que não têm. Estaria eu segura aqui a esperar a pronúncia da palavra liberdade. Seus tetos se quebram e sua presença passa a ser ignorada. Não sabem o que querem e nem o que são. Falta-me algo, mas sei exatamente o que é, e também o que sou. Não seja diante de mim aquilo que não pode ser, te recusarei e me fortalecerei com seu sangue.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Sinais em vermelho.
Ninguém ali me parece de verdade. Elevo-me para longe, e posso sentir o que me falta. Marcam a chegada estendendo o pano vermelho, narram para os outros a sabedoria que não têm. Estaria eu segura aqui a esperar a pronúncia da palavra liberdade. Seus tetos se quebram e sua presença passa a ser ignorada. Não sabem o que querem e nem o que são. Falta-me algo, mas sei exatamente o que é, e também o que sou. Não seja diante de mim aquilo que não pode ser, te recusarei e me fortalecerei com seu sangue.
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