quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Palavras do existir

Dia e noite, metade a metade
Faces e facetas em cumplicidade
Temo o futuro e não sei dizer
Vivo e aprendo e se torna doce viver.

Nuvem que na verdade era sorriso
Bordado sincero, não porque era preciso
Pois a alegria está onde menos se espera
Em palavra, em pensamento e na montanha tão bela.

O relógio não corre porque não o deixo existir
Em mãos o que é meu e não deixo partir
Quero como quero o fazer sem restrição
Traço o incerto e chego ao coração.

Por hoje nada daquilo me afeta
Se sou então serei além daquilo que me resta
Branco também é vermelho
Tenho mais do que reflete o espelho.






   
(o sonho de chegar mais alto, a alegria de se sentir tocado.)

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