Parece já não ter tanta coragem. Deixou que o tempo levasse aquilo que tinha, e já não dá mais a cara pra bater. Não enfrenta mais a noite com o brilho de um poeta, são secas e frias as sensações que deixa. Mas lembre, o que nasce puro no peito nunca morre, há sempre um brado a ser solto, há sempre algo de mais e inesperado no fundo da cartola.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Parece vazio.
Parece já não ter tanta coragem. Deixou que o tempo levasse aquilo que tinha, e já não dá mais a cara pra bater. Não enfrenta mais a noite com o brilho de um poeta, são secas e frias as sensações que deixa. Mas lembre, o que nasce puro no peito nunca morre, há sempre um brado a ser solto, há sempre algo de mais e inesperado no fundo da cartola.
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