segunda-feira, 30 de abril de 2012

Astro Luz.

Me faz querer esquivar e me entregar,
no mesmo momento,
do horizonte um pássaro lento,
com o brado de seu cantar.

E a luz mais forte brilha,
Astro Luz da imensidão,
me amansa o coração,
que persegue a própria trilha.

O bem e o mal,
são de extrema semelhança,
se vê dos tempos de criança,
que corria sem final.

Quero fugir,
quero correr,
sem o chão adormecer,
não querer mais partir.

Fico?
Me apronto?
Me escondo?
Rabisco?


Infindável Indagação.

domingo, 29 de abril de 2012

1111

Tanta coisa aconteceu
e tão pouco tempo passou,
mesmo quando anoiteceu,
a realidade foi o que se sonhou..

Seis minutos, inconstantes,
é o que basta,
não importa o restante,
pois a vida, ela é vasta.

Espero o toque,
espero o horizonte,
espero os sonhos enormes,
busco mesmo se muito distante.

Tudo rosa.

As águas que me cristalizam,
caem e lavam o chão dos insensíveis.
O garoto que vivia sem leis,
que o seu mundo, era só a sua voz a emergir.
Meia dúzia de imbecis em um planeta,
em um planeta qualquer..
Sobrevive aquele que souber
que o mundo é dos que sonham.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Partir.

Parece o céu, mas é um espelho de nuvens. Só que hoje, um espelho que diz pouco ou quase nada. Nos alertaram quanto ao perigo quando acenderam a luz vermelha, mas esqueceram que, para que conheçamos a nós mesmos, é necessário que saibamos o limite, e o limite, não se traduz em teoria, só em pequenos versos de poesia, e não se aprende com o que é dito, se aprende com o dia-a-dia. Me dou uma flor. Que bela flor. Traz a mim coragem pra fazer a travessia, pra desafiar o meu lado que diz mais alto, pra alcançar em mim, a liberdade que o tudo traz. Mas e se o tudo for o nada? E se eu precisar do nada pra alcançar o tudo?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Brisa, brisa.

Tanta coisa aconteceu,
e tão pouco tempo passou,
mesmo quando anoiteceu,
a realidade foi o que se sonhou.

Seis minutos, inconstantes,´
é o que basta.
Não importa o restante,
pois a vida, ela é vasta.

Espero o toque.
Espero o horizonte.
Espero os sonhos enormes.
Espero a alegria daquele instante.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Do latim, Luna.

O ser, sem o que o apoia, não é nada. O ser, sem a ideia, não é nada. O ser, sem olhar pra dentro, nem chega a ser. O que o faz crescer, é a ideia que nele surge, que não se contenta em apenas surgir, e que progride, além de si. E só cresce, quando se desfaz do egoísmo, quando conhecendo a si, conhece o universo. Quando tocar as estrelas é seu sonho mais acessível. Acredito, que só soube mesmo o que é a vida, aquele que com a terra não se contentou, aquele que saiu do chão, e em voo esvoaçante partiu para a terra da liberdade: a própria alma.

Pôr. Ir. Foi.

Não quis ir embora,
Não me escondi.
Parece não ter sido uma boa hora,
E, por cansaço, acabei por partir.
Como o sol que se põe,
pra voltar outrora.
Deixa saudade,
mas nunca demora.
Hoje me despeço mais cedo,
vem se fazendo noite,
preciso mergulhar em meu medo,
sem medo do que me resulte.



O coração e o campo.

E hoje, tu que em meus braços descansa,
é de tudo, o que mais encanta o meu ser.
De encontro ao teu, o meu olhar é dança,
inquieto como a sede de quem alcança o viver.

E sedento, meu coração procura ao teu,
dentre os campos, corre como o vento,
dentre as ruas, saudoso procura onde se meteu,
quando perdida, seu timbre doce é me serve de acalento.

Pertenço ao nada, sou o tudo do nada,
sou o sol que me consome quando morro em saudade,
sou o cantar da madrugada,
sou a tua breve irrealidade.