Entre a cruz e a espada
Há uma alma que almeja
Deseja
E mais nada.
Proceder inerte
Entre o céu e a terra
Enquanto o próprio mundo berra
Por ideias suplentes.
Enquanto tudo nos conformes
Procuro eu mesmo
Sem notar o tempo
Provisórias desordens.
Há um abismo em mim.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Um instante!
Os sons soam-me repetitivos.
Como em outrora,
Em fatos primitivos.
As palavras vão embora.
No córtex o impulso,
Tão frio quanto quente.
De tudo é um pouco avulso,
Até que se oriente.
O N está nos olhos,
Com um brilho gritante
Te diz em tons mudos:
Espere mais um instante!
Como em outrora,
Em fatos primitivos.
As palavras vão embora.
No córtex o impulso,
Tão frio quanto quente.
De tudo é um pouco avulso,
Até que se oriente.
O N está nos olhos,
Com um brilho gritante
Te diz em tons mudos:
Espere mais um instante!
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