quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Desordens em mim.

Entre a cruz e a espada
Há uma alma que almeja
Deseja
E mais nada.

Proceder inerte
Entre o céu e a terra
Enquanto o próprio mundo berra
Por ideias suplentes.

Enquanto tudo nos conformes
Procuro eu mesmo
Sem notar o tempo
Provisórias desordens.

Há um abismo em mim.



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Um instante!

Os sons soam-me repetitivos.
Como em outrora,
Em fatos primitivos.
As palavras vão embora.

No córtex o impulso,
Tão frio quanto quente.
De tudo é um pouco avulso,
Até que se oriente.

O N está nos olhos,
Com um brilho gritante
Te diz em tons mudos:
Espere mais um instante!