A garota que necessitava te olhar fixamente nos olhos, pois transformava tudo aquilo em segurança. Os olhos buscavam se comunicar. Os braços necessitavam do abraço. O corpo que não se continha em permanecer do outro lado da janela. Pareciam sensações mútuas, sorrisos que em meio à turbulência mostravam o quanto é forte. Aquela garota já não temia mais nada, porque do seu lado ela se torna mais forte. A observação chega ao fim, é hora de partir.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
19:18
Mais perto do campo de libertação, as sombras laranja que se misturam fazem imaginar a chuva de novembro, brilha reina liberta e aproxima do tal. A noite que chega aquietando e instigando, brisa gelada que toca e traça uma direção. Cores dançantes se descobrindo e se apaixonando. Mais perto da verdadeira energia, se enxergando e com uma complexa indagação de si. Fazendo consumar o que realmente há, apenas com o olhar. Deixando a aproximação se completar, de maneira que seja boa a sensação de chegada da noite. Tímidos ventos tentam discretamente se apresentar. Eis o momento de observação e admiração, sem mais conter o que possa inspirar.
sábado, 15 de outubro de 2011
Free yourself.
Você acorda, olha, e ao seu lado a sua felicidade escapa. Porque você simplesmente tem medo de correr atrás dos seus sonhos. Cai e não quer se levantar. Chora e não tem força de vontade para sorrir novamente. Se esconde o que sente como quem tem medo de grandes tempestades. Mas eu não sou tola, você pode enganar à todos, mas não à mim. Você diz que somos iguais, que a nossa verdade é a mesma. Não, não é nada disso. Cada um nasce com a liberdade para traçar o próprio destino, para fazer as escolhas que o levará onde deseja, e você não pode mudar isso. Entenda a liberdade, a ame, só assim poderá entender a razão de estar aqui. Chore, grite, cante, corra. Se liberte, ainda há tempo. Nossos medos são reais, mas não fortes o suficiente para nos impedir de lutar, não quando se ama. E se não tem alguém a quem amar, se aproxime do espelho, mesmo com toda a imperfeição é a única pessoa que tem poder para mudar alguma coisa, se assim desejar.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
[DES]CONHECIDOS
Continuamos convivendo como desconhecidos dentro dessas falsas paredes construídas por você. O que eu tenho a dizer não é o que você quer ouvir, e quando for dito sua falta de compreensão causará desamor. Você não enxerga a verdade presente dentro de cada um, vive de aparências e dita regras que finge obedecer. Força o sorriso e diz pra mim que está feliz assim. O tempo passa e isso te destrói aos poucos, não percebe? Nos teus olhos dá pra ver, você não queria que fosse assim. Tem medo de lutar. De canto a canto a gente se esbarra, a cada dia me apresento de novo a você, mas você não conhece a verdade da sua própria criação. Desconhecidos.TRUE LOVE.
Nem que eu queira controlar, nem que eu tente dominar, já é muito mais forte que eu. É quando os olhos se encontram, quando o coração bate mais forte, quando a ausência machuca, e quando o silêncio é suficiente para que haja entendimento. É quando fecho os olhos devagar e enxergo o verde que me guia, quando mesmo longe sinto a presença. É quando traço planos, quando desejo, quando sonho. É quando as estrelas me fazem lembrar, quando o sorriso é inspiração. É quando não se sabe mais conviver com a distância. É quando eu sinto. É sempre. É tudo. (eu não sei dizer)
Oito andares.

A sombra que resfria e escurece o coração. De um segundo a outro tudo transforma, deixa o corpo agitado, a mente obscurecida e negativa. Decorrência disso são lágrimas, escorrem rapida e involuntariamente para quem sabe lavar a alma, ou até mesmo arrastar essas estranhas sensações. A água contida, por motivos que permanecem guardados. Ou não. Quem sabe revelados agora? Ou não. Sensação estranha que já a algum tempo invade, é como uma gangorra, vai e volta sem que eu possa controlar. A razão disso? Não sei ao certo. Eu mais que à todos sou um mistério pra mim. Incompreensível. Caindo de um edifício de oito andares. É o que melhor representa. Sim, oito andares, o caminho traçado, uma regressão momentânea, instantânea. Inquietação dificilmente disfarçada. Hiperatividade que controla. Mascas que se estendem, sensação de falsa liberdade. Como durante a queda. Necessidade de uma presença. E ao mesmo tempo de ficar completamente só. Eu que melhor que ninguém deveria compreender e dominar, me encontro perdida nesse mistério que é o meu interior, o meu eu.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
" A noite expõe a nossa inquietação." (Sêneca)
Basta silenciar para sentir. Basta idolatrar e adorar para ver a mais profunda beleza da noite. Fechar os olhos devagar, abri-los e observar, a lua emergente reinando no céu, vagarosamente assumindo o seu nobre lugar: o topo. O brilho forte de uma estrela é rapidamente apagado, despencando feito gota, deixando pra trás a marca de sua existência pra talvez ser lembrada por alguém algum dia, porque no céu ninguém mais a encontrará. Bom é enxergar além do que os outros veem. Sentir além do que os outros sentem. A beleza natural, que não incomoda a ninguém, não pede a atenção de ninguém.. Apenas vive, talvez sem uma razão, talvez pra tocar ao fundo da alma de quem ainda não sente, talvez só pra iluminar mesmo. São visões diferentes. É a diversidade humana. Cada um com seu conceito. Cada um com uma razão. Basta erguer o olhar, deixar que o céu reflita o que por dentro se passa, aguardar o instante seguinte, e depois o seguinte, e o seguinte... A noite vem para que quem nela se alimenta possa se encontrar.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Bring me The Horizon.
O ar que precede a respiração.
O chão que precede o atrito.
O universo que precede o abrir dos olhos.
O horizonte que precede o pôr do sol.
O futuro desconhecido.
O chão que precede o atrito.
O universo que precede o abrir dos olhos.
O horizonte que precede o pôr do sol.
O futuro desconhecido.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Realidade ou loucura?
Um mundo distorcido, o lado feio de tudo o que existe. Pessoas com todas as suas imperfeições, vivendo pra satisfazer a vontade de um alguém desconhecido. Como marionetes. Pobres marionetes. Será um deus? um mestre? um louco? Quem?
Pés obrigados a se moverem, vícios que são sustentados porque o mestre mandou, porque ele sente prazer ao ver o apego. Bocas que dizem coisas que contradizem com a voz do coração, apenas porque o mestre mandou. Quem é que coordena? Onde ele se esconde? Só sei que ele não sente dó. Escraviza a todos, os prende na agonizante rotina de ser o que não se é,. E ninguém percebe. Pode o mestre ser cada um de nós. Pode o mestre ser um alguém que se esconde por ser extremamente fraco. Pode o mestre não ser ninguém. Vertiginada. Inquieta. Pode tudo isso ser realidade, mas pode ser também uma loucura da minha parte.
Pés obrigados a se moverem, vícios que são sustentados porque o mestre mandou, porque ele sente prazer ao ver o apego. Bocas que dizem coisas que contradizem com a voz do coração, apenas porque o mestre mandou. Quem é que coordena? Onde ele se esconde? Só sei que ele não sente dó. Escraviza a todos, os prende na agonizante rotina de ser o que não se é,. E ninguém percebe. Pode o mestre ser cada um de nós. Pode o mestre ser um alguém que se esconde por ser extremamente fraco. Pode o mestre não ser ninguém. Vertiginada. Inquieta. Pode tudo isso ser realidade, mas pode ser também uma loucura da minha parte.
No time for farewells, no chances for goodbyes. No explanations, no fucking reasons.

Silenciosamente observo e reflito. Permaneço na treva obliqua de montanhas altas e quietas. Banhada pela lua e pelas estrelas, deixo de lado o meu corpo delimitado, e fujo da realidade aspirando os últimos fios de uma ar purificado que espanta a lucidez. Uma beleza minha, extremamente íntima, que causa horror vista pelos olhos alheios. Apenas me jogo. Sem ver. Solta na brisa calma da libertação. Sinto. Minh'alma levantando voo silencioso rumo ao desconhecido.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Preto, azul e cinza.

A impaciência. Uma mancha na camisa. Uma roupa do avesso. Talvez pelo atraso. Talvez por não se importar muito. A incerteza de ter caminhado por cima de pedras até aqui em vão. A inquietude ao esperar por um momento que eu nem queria que chegasse. Muito tempo se passou desde a última vez que estive aqui, as coisas mudaram completamente, talvez não seja um bom momento pra voltar e revirar o fundo da caixa, trazer tudo de novo. Ter que falar sem olhar nos olhos como todas as outras vezes, por não querer ou não conseguir, sei lá. Espero encostada no banco azul. Observadora. O tempo passou. Pouco depois a cadeira chata e cinza. O olhar de quem tem o dom de entender estava confuso. Conversa vai e vem, e a complexidade de tudo a deixava com o olhar perdido. Por um lado confesso que acho engraçado. Mas não quero rir. Apenas caminhar sentindo o vento e absorvendo um pouco da energia desse dia bonito e cinza, observando carros pessoas lugares o mundo. O tudo.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Painel.

Num ambiente fechado, cercado de coisas boas e ruins, onde cada canto, cada parede tem um pouco pra contar. O olhar perdido acaba encontrando à sua frente fotografias. Fotografia, a marca e o registro do existente. O olhar diz tanta coisa, e nela fica registrando até que se queira, até que se rasgue ou que se queime. Dois olhares simultaneamente se encontrando, gritando um ao outro coisas únicas, caminhando no mesmo ritmo, lenta e calmamente absorvendo sensações. O espelho dos sentimentos, a linguagem silenciosa dos corações. Os olhares. Se entrecruzam. Se comunicam. Se entendem. Olhar. Ver e lembrar. Ver e desejar. Ver e sentir forte. Ver e involuntariamente sorrir. É o que meu coração deseja. Seguir enfrente cuidando sempre pra ter por perto o alguém que tudo mudou que tudo me fez sentir por quem tudo eu faria, sempre.
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