E hoje, tu que em meus braços descansa,
é de tudo, o que mais encanta o meu ser.
De encontro ao teu, o meu olhar é dança,
inquieto como a sede de quem alcança o viver.
E sedento, meu coração procura ao teu,
dentre os campos, corre como o vento,
dentre as ruas, saudoso procura onde se meteu,
quando perdida, seu timbre doce é me serve de acalento.
Pertenço ao nada, sou o tudo do nada,
sou o sol que me consome quando morro em saudade,
sou o cantar da madrugada,
sou a tua breve irrealidade.
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