quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Vida e morte.


Deixar que o corpo apague sem perceber. Tirar dos olhos o inchaço e permanecer nesta prisão. Aprisionaram meus sonhos e a vontade de continuar. Não há mais nada por aqui. Quando tento trazer à mente aqueles sonhos de pouco tempo atrás tudo começa a sucumbir. O que era ontem não existe mais hoje. O corpo caminha vazio e a mente vive arquejando. Não arquejando a vida, e sim o que será vivido na hora de seu oposto. Duas faces na mesma moeda. Vida e morte. Viver para morrer e enfim viver. A única certeza. O coração de alguma maneira deixará de bater. A vida então se iniciará. De olhos fechados e com o corpo imóvel, correrei sem remorsos pro mais belo campo onde quero descansar. Me perdoe se em algum momento eu desaparecer. é que quando fecho meus olhos e me afasto do mundo encontro a paz que procuro.

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