Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
domingo, 6 de novembro de 2011
Quatro vitrais.
Causando súbito atropelamento para todos os seres localizados entre os quatro vitrais. A luz que os conduz ao alto, os aprisiona e corre bombardeando as saídas. Se o que buscam é a imortalidade terão que suplantar todo o mal existente em si e colocá-lo à exposição, mostrando-o como um troféu. O brinquedo do mestre. Bola que quica, quica, quica.. Só os sábios a veem. Eles que sentem acima de todo o resto. Os que tossem para sentir em seu interior a luz gelada que os energiza. São poucos. São raros. Identificados pela luz nitidez. Eles podem mais. Se superiorizam pela eternidade dentre os quatro vitrais. As paredes desse louco cemitério.
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