Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Fortaleza humana.
Um dia terei mais de perto o brilho das estrelas que da janela eu avisto. A barreira que me afasta de mim. Paredes abafam o que eu sinto. A prisão que não tem grades ou chaves. Transforma minha face e meu interior. O verde não me oca, a luz quase não me vê, a noite já não me reconhece. Fujo de mim. Acima do que avisto parece ser mais belo. É onde irei. Abro a janela e deixo o ar correr, ele é livre, e me admira tamanha liberdade.
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