Estaticamente observando, compondo um cenário que com certeza já existia antes, bem antes de eu chegar até aqui. Pessoas passam e observam, e como tudo na vida continuam em movimento. O que faço eu aqui? Ouvindo de tempos em tempos o barulho do trem, animais docemente vorazmente inconscientemente se expressando. Busco dentro de mim algum tipo de marca, algum tipo de conclusão. Pensando bem não é necessário. Continuo esperando, esperando pelo momento em que meu coração palpitará com uma súbita presença. Sentindo o vento levemente tocar e mover os fios de cabelo. Retrocedendo o tempo se assim eu me sentir melhor.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A ponte.
Estaticamente observando, compondo um cenário que com certeza já existia antes, bem antes de eu chegar até aqui. Pessoas passam e observam, e como tudo na vida continuam em movimento. O que faço eu aqui? Ouvindo de tempos em tempos o barulho do trem, animais docemente vorazmente inconscientemente se expressando. Busco dentro de mim algum tipo de marca, algum tipo de conclusão. Pensando bem não é necessário. Continuo esperando, esperando pelo momento em que meu coração palpitará com uma súbita presença. Sentindo o vento levemente tocar e mover os fios de cabelo. Retrocedendo o tempo se assim eu me sentir melhor.
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