
Seres imprevisíveis, se escondem de canto a canto, correm desesperados. Na escuridão é onde querem habitar, mas não têm sequer dignidade de viver por lá. Pois é o único lugar onde se arriscam a mostrar o que são, onde as faces adquiridas por toda a vida não têm mais valor, falsas faces. É na escuridão onde caem e morrem, esmagados no chão, procuram um último olhar de piedade. Não, não terão! Malditos insetos, covardes, fracos, fingem novos rostos, manipulam, tentam sobreviver pouco a pouco estruturados numa mente doentia. Malditos insetos!
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