
A sombra que resfria e escurece o coração. De um segundo a outro tudo transforma, deixa o corpo agitado, a mente obscurecida e negativa. Decorrência disso são lágrimas, escorrem rapida e involuntariamente para quem sabe lavar a alma, ou até mesmo arrastar essas estranhas sensações. A água contida, por motivos que permanecem guardados. Ou não. Quem sabe revelados agora? Ou não. Sensação estranha que já a algum tempo invade, é como uma gangorra, vai e volta sem que eu possa controlar. A razão disso? Não sei ao certo. Eu mais que à todos sou um mistério pra mim. Incompreensível. Caindo de um edifício de oito andares. É o que melhor representa. Sim, oito andares, o caminho traçado, uma regressão momentânea, instantânea. Inquietação dificilmente disfarçada. Hiperatividade que controla. Mascas que se estendem, sensação de falsa liberdade. Como durante a queda. Necessidade de uma presença. E ao mesmo tempo de ficar completamente só. Eu que melhor que ninguém deveria compreender e dominar, me encontro perdida nesse mistério que é o meu interior, o meu eu.
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