
Sufocada. Sem ar. Dentre quatro paredes, algumas dezenas de pessoas, todos sem saber ao certo o que fazem aqui. Olho ao meu redor, procuro um ponto fixo pra poder me apoiar, não há. Quero me levantar daqui, mas ainda não posso. Quero caminhar sem rumo pelos corredores e encontrar um abraço confortador, mas ainda não é tempo. Procuro então aquele sentimento dentro de mim, ele foi absorvido pelo desprezo, se perdeu entre as trevas que hoje me habitam. E a solidão já não me é positiva, no início ela me alimentava, mas agora é dificilmente suportada. Permaneço só, com a certeza de que é em mim que encontrarei as respostas que preciso, mas confesso, a solidão me consome.
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