Noite linda. Retorno ao lugar onde passei a maior parte do meu tempo até hoje, meu quarto. Agora ele é frio, vazio e morto. Me refugio aqui, nessa vaguidão existente entre essas quatro paredes. Nada mais existe aqui além de espaço vazio, silêncio, mais vazio. Tudo tão calmo que se torna inquietante. Com a janela aberta andei observando a lua. Não há nada mais belo, nada mais encantador. O luar traz de volta aquela paz que há muito tempo eu perdi. Me devolve por instantes aquelas pessoas que eu queria que estivessem aqui comigo. Não passa de imaginação. Me encontro distante da minha lucidez, me perco no desconhecido, apenas para cobrir esse enorme vazio. Porque se perder, ah se perder, muitas vezes é a melhor maneira de se encontrar.
Por libertação. Por desabafo. Pela necessidade da palavra. Transformo o que sinto e vivo em algo concreto, que tire de mim um pouco da agitação. A palavra me acontece, e não posso deixá-la passar. Ela me é assim como eu a sou.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Brisas enluaradas.
Noite linda. Retorno ao lugar onde passei a maior parte do meu tempo até hoje, meu quarto. Agora ele é frio, vazio e morto. Me refugio aqui, nessa vaguidão existente entre essas quatro paredes. Nada mais existe aqui além de espaço vazio, silêncio, mais vazio. Tudo tão calmo que se torna inquietante. Com a janela aberta andei observando a lua. Não há nada mais belo, nada mais encantador. O luar traz de volta aquela paz que há muito tempo eu perdi. Me devolve por instantes aquelas pessoas que eu queria que estivessem aqui comigo. Não passa de imaginação. Me encontro distante da minha lucidez, me perco no desconhecido, apenas para cobrir esse enorme vazio. Porque se perder, ah se perder, muitas vezes é a melhor maneira de se encontrar.
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